O Traction virou leitura obrigatória para quem cansou de táticas soltas. A tese é simples e incômoda: não existe canal mágico, existe canal certo para o seu momento. O livro organiza o caos em 19 canais de aquisição, e ensina a testá-los de forma científica. Menos fé, mais método.
O framework Bullseye explicado
O Bullseye tem três anéis:
- Outer ring: todos os 19 canais (sem preconceito).
- Middle ring: 6–8 canais promissores (hipóteses).
- Inner ring: 1–2 canais vencedores (escala).
Regra de ouro: testes baratos, rápidos e mensuráveis. Se não mede, não escala. Simples assim.
Como escolher o canal certo (sem achismo)
- ICP claro (quem compra, por quê, quando).
- Métrica norte (CAC, LTV, payback).
- Teste de 30 dias com orçamento controlado.
- Aprendizado documentado (o que funcionou/fracassou).
Agora, os 19 canais para atrair mais clientes, um por um.
1. Marketing Viral
Quando o produto se vende sozinho. Funciona melhor com loops embutidos (convite, compartilhamento, efeito rede). É raro, mas quando pega, decola. Cuidado: viral não se força.
2. Relações Públicas
Autoridade emprestada. Sai caro se terceirizar, barato se fizer bem. Funciona quando há história real, não release genérico.
3. PR Não Convencional
Stunts, ações inesperadas, criatividade aplicada ao contexto. Alto risco, alto impacto. Não é para conservadores.
4. Marketing de Conteúdo
Educação que vira confiança. Blog, vídeo, podcast. Consistência vence genialidade. Demora, mas constrói ativo.
5. SEO
Canal composto. Começa lento, escala bonito. Requer arquitetura, intenção e paciência. Quem desiste cedo paga anúncios para sempre.
6. Anúncios Online
Velocidade. Testes rápidos, feedback imediato. O risco? Viciar em CAC alto e esquecer margem.
7. Anúncios Offline
Funciona quando o público está fora da bolha digital. Rádio, outdoor, mídia local. Subestimado — e por isso, mais barato.
8. Engenharia como Marketing
Ferramentas, calculadoras, templates. Produto gratuito que puxa demanda qualificada. Dá trabalho. Vale a pena.
9. Parcerias de Negócio
Distribuição emprestada. Ganha-ganha real ou nada feito. Exige alinhamento de incentivos.
10. Vendas Diretas
Clássico que não morre. SDR, outbound, social selling. Escala com processo, não com heróis.
11. Programas de Afiliados
Venda terceirizada. Ótimo para produtos claros e comissionáveis. Controle e compliance são críticos.
12. Plataformas Existentes
Aproveitar audiências prontas (App Stores, LinkedIn, YouTube). Joga no campo do outro, segue as regras.
13. Feiras e Eventos
Alta intenção, alto custo. Funciona se houver pré e pós-evento. Ir só “marcar presença” é turismo corporativo.
14. Comunidades
Confiança no longo prazo. Slack, Discord, WhatsApp, fóruns. Exige presença real, não automação cega.
15. Email Marketing
ROI consistente quando há permissão e relevância. O erro é tratar como megafone. É diálogo.
16. Growth via Influenciadores
Funciona quando há fit real com a audiência. Métrica de vaidade não paga boleto.
17. Marketplaces
Tráfego pronto, margem apertada. Bom para validar demanda, perigoso para depender.
18. Branding
Memória mental. Não converte amanhã, sustenta depois. Marca forte reduz CAC no tempo.
19. Retenção e Upsell
O canal esquecido. Crescer com quem já confia é mais barato. Produto resolve? O cliente fica.
Erros comuns ao aplicar Traction
- Testar tudo ao mesmo tempo.
- Escalar antes de provar.
- Ignorar retenção.
- Confundir barulho com resultado.
FAQs
O Traction funciona para B2B?
Funciona — especialmente para B2B. Outbound, conteúdo e parcerias costumam liderar.
Preciso usar todos os 19 canais?
Não. Precisa testar todos e escalar poucos.
Quanto tempo dura um teste?
30 dias ou até obter sinal estatístico mínimo.
Qual o melhor canal para começar?
O que você menos quer testar costuma surpreender.
SEO ainda vale a pena em 2026?
Vale mais do que nunca. É ativo, não despesa.
Posso combinar canais?
Sim. Mas só depois de validar um canal principal.
Conclusão
Os 19 canais para atrair mais clientes não são uma lista para decorar. São um mapa para decidir. Traction não promete atalhos — promete clareza. E clareza, no jogo de crescimento, vale mais que hype.
